Sra. Maria da Luz, 82 anos, pré-frágil, com cognitivo preservado, histórico de ter fumado 5 cigarros "palheiros" ao dia desde seus 10 anos (começou "na roça, para afastar os mosquitos"). Teve primeira consulta no ambulatório de pneumologia há 9 meses, no qual foi aventada hipótese de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, e solicitada espirometria, no entanto perdeu a consulta por quadro de "infecção pulmonar" tratado em casa após consulta em Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Iniciado após essa infecção, há 7 meses, formoterol em dose máxima com espaçador (averiguado uso e o mesmo está correto). Há 2 meses, período fora de exacerbação, fez espirometria (com valores pós prova broncodilatadora: Razão entre Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo e a Capacidade Vital Forçada – VEF1/CVF 0,62; VEF1 0,42) e contagem sérica de eosinófilos: 30 células/µl. Interna agora com quadro de tosse com expectoração em grande volume amarelo-esverdeado, além de piora da dispneia basal aos pequenos esforços para ao repouso, com episódios de sibilância, associados à inapetência. Relata vacinas Pneumococica 23 e Influenza em dia, além de tratamento não farmacológico otimizado (incluindo fisioterapia respiratória). BNP (Brain Natriuretic Peptide) normal à admissão. Iniciado tratamento antibiótico e corticoterapia sistêmica, além de inalação com beta 2-agonista de curta duração; está em 4º dia de internamento evoluindo com boa resposta e plano de completar tratamento em domicílio pelo Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD). Frente ao quadro clínico atual da paciente acima descrita, e de acordo com as diretrizes de 2019: a Classificação Gold (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease), seu estágio, e a conduta farmacológica mais adequada, são respectivamente: