Conceição tem 40 anos e busca a Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dor no peito. Na UBS, ela mantém, com o médico de família e comunidade (MFC), o diálogo abaixo.
MFC: Então, Conceição, examinei suas mamas, seu coração, os pulmões e, a princípio, não tem nada de alterado, está tudo normal.
Conceição: Nada? Como assim?
MFC: Você está preocupada com alguma coisa? Está angustiada? Está acontecendo alguma coisa?
Conceição: Olha, doutor, o meu filho foi preso de novo, segunda vez que ele é preso. Dei de comer, fiz tudo por ele a vida inteira, e agora foi preso de novo. Aprontou no trabalho do meu marido, e eu falei que, se ele fizesse isso de novo, eu não ia visitar ele na cadeia. Ai, é muita coisa, né?
MFC: Com certeza, né? Eu estou vendo que você está bem angustiada com isso. Não acha que isso pode ter relação com essa dor no peito que você está sentindo?
Conceição: Será?
A paciente realizou investigação, e foram excluídas causas cardíacas e pulmonares. Diante disso, de acordo com os princípios da medicina de família e comunidade, a melhor abordagem do médico para explicar os sintomas físicos como somatização é: