Uma mulher bastante ativa de 79 anos consulta o clínico geral com fadiga e palpitações. Ela está preocupada com as palpitações, que costumam iniciar quando ela usa o aspirador de pó. Após realizar anamnese e o exame físico, o médico decide solicitar um eletrocardiograma e exames de sangue para excluir algum problema cardíaco ou hipertireoidismo. Ambos os testes são normais. Nas consultas de seguimento, a paciente comenta repetidas vezes sobre suas palpitações. Ela pergunta se o problema tem alguma relação com sua glândula tireóide. O médico responde que realizou exames da glândula e que está bem. Ela parece aceitar isso e diz: "Bem, doutor, tudo depende de como a vida é vivida". O médico responde: "O que você quer dizer com isso?". E a mulher fala, então, sobre uma história importante em sua vida. Ela conta ter ido para um convento aos 16 anos de idade e sobre os momentos ruins pelos quais passou ali. A madre superiora atribuía a ela todas as tarefas desagradáveis e a rebaixava à condição de faxineira. Ela sofria bullying por parte de suas colegas. Após vários anos, ela teve que deixar o convento. Por fim, ela conta ao médico: "Pode ser por isso que eu tenho essas palpitações quando eu uso o aspirador de pó". Durante uma consulta de seguimento, por outra queixa clínica, cerca de meio ano mais tarde, a paciente diz que suas palpitações desapareceram completamente desde a sua última consulta. A melhor maneira de manejar as pessoas com sintomas sem explicação médica é: