Adolescente, 15 anos de idade, estudante, é levada pela mãe para uma avaliação com um médico clínico. Na consulta, a paciente se apresenta bastante emagrecida (peso 38 kg, altura 1,61 m) contrariada, relatando não apresentar qualquer tipo de queixa. A mãe relata que, há aproximadamente oito meses, a filha, que então apresentava cerca de 53 Kg, iniciou uma dieta bastante rigorosa após o término de um namoro e por acreditar que o motivo da separação foi ela estar acima do peso. Além disso, conta que sempre foi muito perfeccionista, preocupada com a sua aparência e seu rendimento escolar. Logo após o início da dieta, começou a frequentar a academia diariamente, inclusive nos finas de semana. Rapidamente, intensificou a restrição alimentar e atividade física, chegando a ir mais de duas vezes por dia à academia, evoluindo com rápida e evidente perda de peso. A mãe relata, que apesar disso, a filha ainda mantém queixa de estar gorda e de que a meta agora é chegar aos 35 quilos. Nega tratamento psiquiátrico ou psicológico prévio. Segundo a mãe, a adolescente tem ficado muito tempo na internet pesquisando sobre formas de emagrecimento, dietas, exercícios físicos e até medicamentos. Sobre a anorexia nervosa (AN) pode-se afirmar que: