Mulher, 46 anos de idade, foi enfermeira por cinco anos. Relata que após estupro ficou incapacitada para o trabalho. Foi levada ao serviço de emergência de um hospital em função de tentativa de autoextermínio por intoxicação exógena (“tomei todos os comprimidos que tinha em casa. Não suporto os homens. Eles só querem sexo, são violentos e não me respeitam. Falam que eu sou difícil, que demando muita atenção, que estou sempre insatisfeita e que se não tenho o que quero. Se se bebo alguma coisa, piora... falo em morrer, quebro as coisas... Eu sei que é assim desde a adolescência... Brigo por pouca coisa, me sinto sempre abandonada e tenho vontade de me cortar. Eu me corto e me alivio. Não suporto frustração, em especial, na vida amorosa. Tenho um “vazio” no peito desde a juventude e às vezes fico furiosa e agrido quem está por perto. Não bastasse isso tudo, eu tenho uma tristeza enorme... não é coisa de hoje, isso já dura mais de dois anos... e tudo piorou assim.”). Quais são os diagnósticos mais prováveis?