Paciente de 72 anos, masculino, dá entrada em pronto-socorro com queixa de dor epigástrica súbita há 2 horas, de forte intensidade, com irradiação para o dorso e tórax, associada a vômitos e sudorese fria. Nega febre. Relata piora progressiva neste intervalo de tempo e nega melhora com analgesia simples. É portador de hipertensão arterial, sistêmica, fibrilação atrial crônica, diabetes melitus tipo II, artrite reumatoide e é tabagista. Em uso contínuo de losartana (100mg/dia), hidroclorotiazida (25mg/dia), varfarina (5mg/dia), metoprolol (50mg/dia), metformina (1000mg/dia), e diclofenaco (75mg/dia). Ao exame físico encontra-se em regular estado geral, sudoreico, taquicárdico, descorado, desidratado, anictérico, acianótico, afebril. Bulhas cardíacas arrítmicas, sem sopros audíveis, pulsos periféricos cheios e amplos. Murmúrio vesicular reduzido bilateralmente, sem ruídos adventícios. Abdome com ruídos, flácido, doloroso difusamente, sem sinais de irritação peritoneal. Sinal de Murphy negativo. Sinal de Jobert negativo. Sinais vitais da admissão: pressão arterial: 170/110 mmHg (membro superior direito) e 180/110 mmHg (membro superior esquerdo), frequência respiratória: 22 irpm, frequência cardíaca: oscilando entre 100 e 120 bpm, saturação periférica de oxigênio: 93%, temperatura axilar: 37.3°C. Foi submetido à radiografia de tórax e eletrocardiograma abaixo. A principal hipótese diagnóstica é: