Mulher de 45 anos é avaliada em ambulatório por poliartrite em ambas as mãos (interfalangianas proximais e metacarpofalangianas) e joelhos, além de febre (até 38°C) e astenia. O quadro se iniciou há 2 meses e vem piorando. Exame físico confirma artrite em todas as articulações referidas, além de esplenomegalia (5 cm abaixo do rebordo costal esquerdo). Exames laboratoriais – hemograma: Hb = 12,5 g/dl; VCM = 93; leucocitos = 4.000 (segmentados = 30%; eosinófilos = 1%; basófilos = 0,1%; linfocitos = 60%; monócitos = 8,9%); plaquetas = 150.000/mm3; C3 = 92 mg/dl (normal = 88-201); C4 = 20 mg/dl (normal = 12-45); creatinina = 0,8 mg/dl; VHS = 105 mm/h; PCR = 6 mg/dl (normal até 0,3); sorologias para HIV, hepatites virais, sífilis, CMV, EBV e enterovírus negativas. FAN reagente 1:80 (padrão nuclear pontilhado fino); fator reumatoide = 130 UI/ml (normal até 15); TSH = 2,5 mUI/L (normal = 0,5-5,4). Antes do resultado dos exames, foi iniciada prednisona 10 mg por dia. No retorno, após 1 semana de tratamento, a paciente referida melhora da dor e da disposição e negava novos episódios de febre; exame físico evidenciava discreta melhora. Com base nesses dados, qual conduta deve ser tomada nesse momento?