Gestante, 42 anos, primigesta (fertilização assistida). Apresenta hipertensão arterial crônica há 7 anos, atualmente em uso de alfa metildopa 2,0 g ao dia, anlodipino 5,0 mg ao dia, AAS 100 mg ao dia e multivitamínico com ácido fólico e sulfato ferroso. Encontra-se em acompanhamento pré-natal de alto risco. Comparece à consulta pré-natal com 37 semanas de idade gestacional e realiza ultrassom obstétrico com os seguintes achados: feto em apresentação cefálica, peso estimado de 2.205 g, percentil 7, placenta posterior e índice de líquido amniótico de 11.
A paciente está ansiosa e preocupada com o parto. Apresenta seu plano de parto com os seguintes desejos:
I. parto por via vaginal;
II. aguardar o tempo do bebê, com o trabalho de parto espontâneo até 42 semanas;
III. presença do companheiro e de fisioterapeuta na sala de parto;
IV. recusa uso de ocitocina endovenosa para acelerar as contrações;
V. clampeamento do cordão umbilical pelo companheiro, em momento oportuno;
VI. contato pele a pele com a criança, imediatamente após o nascimento.
Todos os pontos apresentados foram discutidos com a paciente e com seu companheiro. Qual é a conduta obstétrica para resolução dessa gestação?